Muitas religiões do mundo se baseiam na existência de uma "alma imortal" para responder a questão: o que acontece após a morte? Só esse questionamento em si já carrega implícito a necessidade e/ou desejo inconsciente do homem de não desaparecer. Talvez ela seja a resposta para aquilo que está a nos definir enquanto seres humanos, já que, como vimos, é muito mais que características individuais, conjunto de genes, cérebro, etc., ou seja, é algo que está para além da física (leia o post: O QUE DISTINGUE AS PESSOAS....? Ao supor e nomear, então, esse "algo" de alma, algumas religiões consideram que quando o homem morre, essa alma eterna ficaria disponível para habitar um novo indivíduo, isto é, reencarnar; e há crenças que sugerem que ela possa habitar outra espécie de ser, como um coelho ou uma árvore, e ainda, "voltar" várias vezes até alcançar um estado elevado. Sabendo-se que, por dia, nascem e morrem milhares de pessoas no mundo, cabe a pergunta: em que momento o "inventor de almas" parou de emitir novas unidades e resolveu reciclá-las? Teria sido ainda na época dos homens das cavernas? a partir dos 8 integrantes da família de Noé? ou depois da Segunda Guerra Mundial? Seja como for, parece que a conta não bate. Agora, deixando a questão religiosa de lado, e tratando o tema apenas no âmbito da razão, o que temos é que após a morte, ao contrário do que se pode cogitar, o corpo (ou a matéria) com o passar do tempo, apodrece, sofrendo transformações químicas, contudo ela não desaparece. Ainda que as moléculas se desintegrem, o fato, é que os átomos que compunham aquele indivíduo continuam a existir e tornam a ficar disponíveis na natureza, de modo que, agrupando-se a outros, vão fazer parte de um novo ser, desde um lírio, a uma formiga ou um rinoceronte, certo? Dado que os "pedacinhos" do morto continuam a existir de outras formas, e a re-clicar indefinidamente, poderíamos dizer que aí, sim, reside o re-encarnar?O intuito deste blog é provocar nos leitores alguma reflexão sobre os temas diversos que aqui serão propostos; objetivando, se possível, relacionar fatos, abstrações e temas da contemporaneidade a tópicos de filosofia, em abordagem de crônica.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
TUDO SE RECICLA?
Muitas religiões do mundo se baseiam na existência de uma "alma imortal" para responder a questão: o que acontece após a morte? Só esse questionamento em si já carrega implícito a necessidade e/ou desejo inconsciente do homem de não desaparecer. Talvez ela seja a resposta para aquilo que está a nos definir enquanto seres humanos, já que, como vimos, é muito mais que características individuais, conjunto de genes, cérebro, etc., ou seja, é algo que está para além da física (leia o post: O QUE DISTINGUE AS PESSOAS....? Ao supor e nomear, então, esse "algo" de alma, algumas religiões consideram que quando o homem morre, essa alma eterna ficaria disponível para habitar um novo indivíduo, isto é, reencarnar; e há crenças que sugerem que ela possa habitar outra espécie de ser, como um coelho ou uma árvore, e ainda, "voltar" várias vezes até alcançar um estado elevado. Sabendo-se que, por dia, nascem e morrem milhares de pessoas no mundo, cabe a pergunta: em que momento o "inventor de almas" parou de emitir novas unidades e resolveu reciclá-las? Teria sido ainda na época dos homens das cavernas? a partir dos 8 integrantes da família de Noé? ou depois da Segunda Guerra Mundial? Seja como for, parece que a conta não bate. Agora, deixando a questão religiosa de lado, e tratando o tema apenas no âmbito da razão, o que temos é que após a morte, ao contrário do que se pode cogitar, o corpo (ou a matéria) com o passar do tempo, apodrece, sofrendo transformações químicas, contudo ela não desaparece. Ainda que as moléculas se desintegrem, o fato, é que os átomos que compunham aquele indivíduo continuam a existir e tornam a ficar disponíveis na natureza, de modo que, agrupando-se a outros, vão fazer parte de um novo ser, desde um lírio, a uma formiga ou um rinoceronte, certo? Dado que os "pedacinhos" do morto continuam a existir de outras formas, e a re-clicar indefinidamente, poderíamos dizer que aí, sim, reside o re-encarnar?
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